OS SUB14 “A” COM MAIS UMA VITÓRIA
TIRAM IDEIAS A MAIS UM CONCORRENTE
Scalipus 56 BARREIRENSE 75
Se o Scalipus tinha alguma esperança de nos ganhar esta época no escalão de sub14, tirou daí a ideia depois do jogo do passado sábado.
Na realidade, apesar de não termos estado ao mesmo nível que no jogo da 1ª jornada com o Seixal “A”, jogámos o suficiente para mostrarmos uma superioridade inquestionável relativamente à equipa de Setúbal.
O jogo até nem começou bem para o nosso lado. À semelhança do que tem acontecido, o 1º período foi fraco, com muitos passes e cestos fáceis falhados, saindo mal para o contra-ataque e não aproveitando o passe e corte.
A defesa apresentou-se com alguma agressividade mas foi pouco efectiva mostrando ainda pouca capacidade para defender os cortes para o cesto assim como os bloqueios directos e indirectos que, pelos vistos, as equipas de iniciados de Setúbal utilizam apesar de mal dominarem o passe e corte.
E nós também ainda mal defendemos o jogador com bola. Definimos a posição defensiva, enquadrando-nos inicialmente, deslizamos defensivamente mas depois deixamos passar o jogador que defendemos, ou seja, defendemos mal. Se não falamos na defesa, se não avisamos os bloqueios, se não trocamos ou passamos “por cima” dos bloqueios, não estamos a defender bem.
DEFESA! DEFESA! DEFESA!
SE QUISERMOS JOGAR BASQUETEBOL TEMOS DE SER GRANDES DEFENSORES.
Como não o fomos, no 1º período estávamos a perder 14x12.
O 2º período foi completamente diferente. Aumentámos a agressividade, falámos mais na defesa e ajudámo-nos como uma verdadeira equipa. Recuperámos mais bolas e fomos mais esclarecidos no contra-ataque, conseguindo um parcial de 6x31, terminámos a 1ª parte a vencer 20X43 e colocámos as coisas no seu devido lugar.
O 3º período confirmou o nosso ascendente e chegámos a estar a vencer por 20x52, terminando-o com uma diferença de 31 pontos.
Começámos o 4º período com a mesma atitude e intensidade chegando aos 31X64 mas, de repente, aconteceu o que não se pode repetir se pensarmos em jogos equilibrados, uma falta de concentração e talvez um menor empenhamento por excesso de confiança assolou a equipa e os nossos amigos do Scalipus fizeram talvez o melhor período que alguma vez sonharam, ganhando este último parcial por 25x13.
Se isso se verificasse nos outros 3 períodos perdíamos e levávamos centenário.
Não podemos repetir estas “brancas”, devemos estar sempre atentos e com atitude, só assim podemos ser os melhores.
De qualquer maneira a equipa está de parabéns já que em dois jogos tem duas vitórias reveladoras de capacidade para conseguir atingir os seus objectivos.
Individualmente, destacaram-se: Gonçalo Prates com os seus 17 pontos (tem de treinar velocidade de reacção e de deslocação para meter muitos mais); José Cardoso que, para além dos seus 13 pontos, esteve defensivamente melhor; Carlos Salamanca que, apesar de ter estado abaixo do que lhe é habitual, repetiu um duplo-duplo com 18 pontos e 13 ressaltos (quando conseguir uma atitude de intensidade permanente poderá aspirar a ser convocado a uma selecção nacional); Alexandre Santos, bem a defender, precisa de mais efectividade a pontuar; e Diogo Felício que, também podendo produzir mais, fez 10 pontos, 5 recuperações de bola e 4 assistências.
O próximo jogo com o BAC “A” vai ser mais um teste à nossa competência.
TEMOS DE TREINAR COMO QUEREMOS JOGAR:
COM INTENSIDADE, INTELIGÊNCIA E CONCENTRAÇÃO.
Resultados parciais:
1º Período – 14x12; 2º Período – 6x31; 3º Período – 11x19; 4º Período -25x13
Resultado ao intervalo: 20x43
Resultado final: 56x75
Jogaram e marcaram: Alexandre Santos (6p); Carlos Salamanca (18p); David Vaz (3p); Diogo Felício (10p); Diogo Silvestre (4p); Fábio Pinel; Filipe Fernandes; Gonçalo Prates (17p); Jorge Alves (2p); José Cardoso (13p);Miguel Buinho; e Rafael Solposto (2p).
Treinador Principal: Frederico Cabrita;
Treinador adjunto: Manuel Ferreira;
Seccionista: José Cardoso
Crónica de Pedro Miguens